Ferrovia e os Pecados Capitais de Pedro Nuno e Pinto Luz
Um abismo, provavelmente inultrapassável, nos separa da ferrovia do país vizinho.
Um abismo, provavelmente inultrapassável, nos separa da ferrovia do país vizinho.
Finalmente o país ficou a conhecer que, entre o Carregado e Lisboa, os comboios de alta velocidade (AVF) irão circular pela Linha do Norte (LN) que será quadruplicada no troço entre Castanheira do Ribatejo e Alverca.
O projecto contempla a construção de uma linha férrea com 260 quilómetros de extensão, num prazo de execução de 60 meses. Inclui a edificação de 11 pontes, oito estações ferroviárias e dois cruzamentos estratégicos, prevendo a criação de cerca de 2.000 postos de trabalho directos, com impacto relevante na dinamização económica da região leste do país.
Foram recentemente publicadas duas iniciativas da Comissão Europeia (CE) no domínio da alta velocidade ferroviária que importa destacar.
A primeira diz respeito à «Decisão de Execução» sobre a ligação entre Lisboa e Madrid, a segunda ao «Plano de Ação para o Transporte Ferroviário de Alta Velocidade» da UE e de âmbito mais vasto.
A ADFERSIT não pode deixar de lhe dar a relevância que merecem, em particular, porque, concretizam o compromisso do Governo português e da IP relativamente ao projeto de ligação ferroviária em alta velocidade entre Lisboa e Madrid, assumindo a interoperabilidade integral com a restante rede europeia de alta velocidade.
“Nova” Linha da Beira Alta também deixa operadores de mercadorias insatisfeitos
A Associação Portuguesa de Empresas Ferroviárias (APEF), entidade que reúne os operadores de mercadorias, diz que, apesar da modernização, e dos 679 milhões gastos, “a Linha da Beira Alta não vai permitir uma operação diferente da que tínhamos em 2022, e vão continuar a circular os mesmos comboios, com a mesma capacidade de carga de há três anos”
Descarrilamento e subsequente colisão das cabinas do ascensor da Glória, na sequência da rotura da ligação do cabo à cabina n.º 1.
Só eventuais problemas jurídicos e ambientais poderão evitar que a estação de alta velocidade em Gaia seja construída em Vilar do Paraíso, dois quilómetros a sul da localização que está estabelecida no caderno de encargos da IP e que prevê uma gare num túnel a 55 metros de profundidade.
A interoperabilidade ferroviária em Portugal enfrenta atrasos significativos, alerta a ADFERSIT. Entre limitações na sinalização, comunicações e integração com outros países europeus, o país está longe de cumprir as metas de eficiência e sustentabilidade definidas pela União Europeia.
O Eng. Arménio Matias – ex-Administrador da CP e primeiro Presidente da Direção da ADFERSIT - publicou no jornal “Observador” um conjunto de três Artigos de Opinião que constituem uma excelente reflexão sobre o sistema ferroviário português, pelo que aqui se reproduzem.
Linha da Beira Alta reabre no domingo, com três anos de atraso e os mesmos tempos de percurso
Após investimento de 679 milhões de euros, viagem entre Lisboa e Guarda ganha quatro minutos em relação a 2001. CP ignora variante da Mealhada que permite fazer ligações directas ao Porto.
Descarrilamento e subsequente colisão das cabinas do ascensor da Glória, na sequência do desligamento do cabo entre cabinas.
Felizmente não temos de nos confrontar muitas vezes com tragédias desta dimensão nos transportes de Lisboa. Mas, ocorrendo estas, impõe-se que delas se retirem os ensinamentos que nos permitam evitar ou reduzir a probabilidade da sua ocorrência no futuro.
A construção da linha de alta velocidade Lisboa–Porto dá um passo decisivo com a assinatura da concessão e do financiamento do primeiro troço, que ligará Porto a Oiã. As assinaturas foram anunciadas numa cerimónia conjunta realizada ... na sede da IP.
A IP e a empresa Avan Norte – Gestão da Ferrovia de Alta Velocidade, constituída pelo consórcio LusoLAV, assinaram o contrato de concessão de 30 anos para a conceção, construção e manutenção do troço Porto–Oiã, que integra a Fase 1 da nova linha de alta velocidade Lisboa–Porto.
Realizou-se em Luanda nos passados dias 3 e 4 de Junho o IIIº Ciclo de Conferências Técnicas Ferroviárias - Angola Rail 2025, promovido pela ATECFA - Associação dos Técnicos Ferroviários de Angola e subordinado ao tema "O Transporte e a Logística ferroviária como Instrumento de Planeamento Sustentável de Angola".
O resultado dos trabalhos pode ser resumido na seguinte frase:
"O Caminho de Ferro em Angola não é uma questão sectorial: trata-se de um imperativo de soberania, de desenvolvimento económico, de coesão social e territorial"
O que o Primeiro-Ministro diz sobre captar investimento e melhorar a competitividade da economia é uma coisa; a política dos grandes projetos ferroviários é exatamente o contrário.
A RCM 77/2025 "Aprova o Plano Nacional Ferroviário e determina à Infraestruturas de Portugal, S. A., a avaliação de investimentos ferroviários prioritários"
A ADFERSIT realizou no dia 23 de Maio de 2025, a sessão “METRO DO PORTO: Passado, Presente e Futuro”, na FEUP – Faculdade de Engenharia do Porto. Com a participação do Presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Eng. Tiago Braga, e do Prof. Paulo Pinho, Prof. Catedrático Aposentado da FEUP.
Elucidativos números após um ano de actividade da LAR, revelados pelo Engº Francisco Franca (CEO), no decorrer da recente viagem Huambo/Benguela com uma delegação de Embaixadores da União Europeia:
Noticia que merece ser lida na integra para melhor se compreenderem as mudanças em curso, introduzidas pela Concessão do Corredor de Desenvolvimento do Lobito ao Consórcio Internacional LAR (Lobito Atlantic Railway), formado pelas empresas MOTA ENGIL, VECTURIS e TRAFIGURA.
Documento, já enviado ao Senhor Ministro das Infraestruturas e Habitação, que reflete a posição da ADFERSIT quanto à ligação da linha de Alta Velocidade Ferroviária Porto - Lisboa ao Novo Aeroporto de Lisboa.
Realizou-se no dia 17 de Janeiro de 2025 uma Sessão/Debate sobre o tema “As novas ligações ferroviárias ao Novo Aeroporto de Lisboa”, na sede da ADFERSIT em Picoas.
A Sessão foi moderada por Acúrcio dos Santos com a participação dos seguintes oradores: João Santos Silva, Mário Lopes e Paulo Pinho.