Ferrovia e os Pecados Capitais de Pedro Nuno e Pinto Luz
Um abismo, provavelmente inultrapassável, nos separa da ferrovia do país vizinho.
Um abismo, provavelmente inultrapassável, nos separa da ferrovia do país vizinho.
A ADFERSIT realizou no dia 20 de Junho de 2024 a sessão “Interoperabilidade Ferroviária: as orientações do ERTMS e a situação portuguesa”.
Agradecemos a todos os participanetes.
A ADFERSIT realizou o seminário “Cibersegurança na Infraestrutura Ferroviária” no dia 8 de Novembro de 2023.
Foi moderado por Teresa Vazão e contou com a participação dos seguintes oradores: António Jesus, Miguel Pereira, José Carlos Gonçalves.
A Infraestruturas de Portugal (IP) adjudicou à empresa Thales (presente em Portugal desde 1990), três novos contratos que visam a modernização dos sistemas de sinalização da Linha de Cascais, Linha do Oeste e da Estação de Santa Apolónia, na região de Lisboa.
PLANO FERROVIÁRIO NACIONAL
A ADFERSIT entendeu dever responder afirmativamente ao apelo do Ministro Pedro Nuno Santos para que contribuísse para a elaboração do Plano Ferroviário Nacional, cuja apresentação de objetivos e do processo foi promovida pelo Governo no dia 19 de Abril.
«No passado dia 19 de Abril, numa sessão pública no LNEC, iniciámos o processo que permitirá dotar o país de um Plano Ferroviário Nacional. Neste arranque de trabalhos, importa explorar um pouco as motivações para esta iniciativa. Afinal, para que precisa o país de um Plano Ferroviário Nacional?
Irei explorar apenas duas importantes razões.
(...)»
No âmbito da presidência rotativa do Conselho da União Europeia, Portugal pediu ao Comité Económico e Social Europeu (CESE) que elaborasse um parecer sobre o Espaço Ferroviário Europeu Único, uma vez que a ferrovia é um dos temas prioritários para a presidência em exercício.
O conhecimento de qual a Rede Ferroviária que se pretende construir é, em meu entender e de há muito a esta parte, essencial, como ponto de partida para qualquer discussão séria sobre esta matéria.
Esta Rede Ferroviária Nacional deverá ser definida de acordo com a procura da sua máxima eficiência, considerando as Sinergias Operativas do modo ferroviário, (...)
Tudo a postos para o início das obras de requalificação da Linha do Oeste que serão executadas pelo consórcio liderado pela empresa Gabriel Couto, numa empreitada orçada em 61,7 milhões de euros. A obra estará finalizada no prazo de dois anos.
A APDL e em especial o Porto de Leixões, estão focados na persecução de uma política de sustentabilidade no que toca às suas operações: segundo garantiu Nuno Araújo, presidente do Conselho de Administração da APDL, a aposta nas potencialidades ecológicas e de eficiência da ferrovia está no topo dos planos do porto nortenho para os próximos anos. Nesta matéria, o porto pretende mesmo ser um «farol da mudança», assegurou.
Durante o seu discurso, que marcou o primeiro dia do 14º Congresso da ADFERSIT, Jorge Delgado, Secretário de Estado das Infra-estruturas, salientou que, em conjunto, o Plano de Resiliência e o Plano Nacional de Investimentos (PNI 2030) farão «face aos desafios e necessidades da próxima década». Serão alocados 42 mil milhões de euros ao sector dos Transportes e da Mobilidade, com a ferrovia a absorver um investimento «sem precedentes», vincou Jorge Delgado. A coesão territorial, a interoperabilidade e a «integração ibérica» são prioridades.
O consórcio constituído pela Sacyr Somague e a Sacyr Neopul acabou de conquistar a adjudicação da Empreitada de ‘Modernização da linha da Beira Alta, troço Santa Comba Dão – Mangualde’, projecto que tem um valor de 57,6 milhões de euros.
É com enorme satisfação que hoje procedemos a mais uma atualização semanal do site da ADFERSIT.
Iniciado há precisamente há 1 ano, a sua redinamização tem permitido, ao longo deste ainda curto período de tempo, divulgar as posições da ADFERSIT sobre assuntos da atualidade que afetam o setor da Mobilidade e Transportes, publicar Artigos de Opinião por conhecidos técnicos e personalidades ligadas ao setor.
Hoje, a publicação do Parecer do Conselho Superior de Obras Públicas (CSOP) sobre o Plano Nacional de Investimentos – PNI 2030, que evidencia com especial relevo as importantes áreas da Mobilidade Sustentável e Transportes Públicos, da Ferrovia, da Rodovia e das áreas Marítimo-Portuária e Aeroportuária, permite-nos dar a conhecer aos nossos Associados e aos leitores do site da ADFERSIT, o texto completo do Relatório Técnico de Avaliação do Programa de Investimentos PNI 2030 - FERROVIA, cujo Sumário Executivo já havia sido aqui divulgado em Janeiro do corrente ano.
Se com os vários problemas existentes, a ferrovia em Portugal conseguiu nos últimos anos atrair maior procura e reforçar a sua sustentabilidade financeira, imagine-se o que não será possível atingir com um conjunto de intervenções equilibradas.
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a CP pode ser um «fortíssimo motor para a criação de uma nova área de competência industrial» em Portugal, na área da manutenção e na área de produção de material circulante, realçando, ainda, que Portugal «precisa claramente de reforçar a sua base económica, elevar o seu nível de produtividade e aumentar o valor dos bens e serviços que presta».
Na visita que efetuou ao porto de Sines no passado dia 15 de Novembro, o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que tem a tutela dos portos na nova configuração do Governo, afirmou que a expansão do porto de Sines é “crítico para o desenvolvimento de Portugal”.
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, destacou o papel que o comboio pode desempenhar para ajudar a combater a falta de espaço no centro das cidades no que ao transporte de pessoas diz respeito.
Creio existir actualmente um largo consenso em relação à rede ferroviária nacional: está desajustada às necessidades do País, sendo incapaz de fazer face às exigências da procura existente e potencial.
Resumindo, é um travão ao desenvolvimento da economia portuguesa.
O porquê é conhecido e reconhecido por todos: há décadas que o País não investe na rede. Ressalvando alguns troços, a rede de hoje é quase a mesma e quase nas mesmas condições de há 60 anos.
A celebração deste Pacto Setorial reveste-se de grande relevância, pois significa, por um lado, o reconhecimento do papel do Cluster da Ferrovia e das entidades pertencentes à sua cadeia de valor na discussão do futuro da Ferrovia, nomeadamente Empresas, Associações e Universidades do Sistema Nacional de Investigação e Inovação e, por outro, o valor das suas ideias e contribuições aqui expressas e formalizadas.
A Empresa do Caminho de Ferro de Benguela suspendeu durante 11 dias a circulação ferroviária em 1340 quilómetros de linha .